Assim que o livro do HTP foi lançado, uma calega do trabalho comentou o feito em casa. Aí, pouco tempo depois, ela levou o filho de 10 lá no trabalho e o menino apareceu na minha baia, levado por outra calega:
- Não fui eu que escrevi o livro, não. Foi ela. – e acrescentou – Ele queria te conhecer.
Ele ficou um pouco tímido. E confesso que eu mais ainda.
Alguns meses depois, ele foi novamente “trabalhar” com a mãe, venceu a timidez e me disse:
- Você pode dar um livro seu para minha mãe?
Achei lindo, gente! Um palhacinho na mais tenra idade reconhecendo o valor desta obra prima, que praticamente já é um clássico do comportamento masculino no início dos anos 2000!
Quase com lágrimas nos olhos, perguntei:
- Você tem algum livro autografado?
- Não.
- Então, vou te dar um livro do HTP autografado.
Ele se escondeu atrás da mãe de tanta timidez, mas sorriu de felicidade.
Assim que a remessa que eu comprei chegou da editora, separei um exemplar para ele e fiz uma dedicatória fofa. Mandei pela mãe dele. Quando nos encontramos no casamento de calega do trabalho, ele me agradeceu todo pimpão.
Minha irmã tem a voz idêntica a minha, ou melhor, eu que tenho a voz idêntica a dela porque ela é mais velha. Enfim, minha irmã foi a um fornecedor do seu trabalho fazer umas compras de papel. Na recepção, as meninas conversavam sobre palhaços, digo, homens. Ela achou a conversa engraçada e quis indicar o HTP, mas achou que era melhor fazer a compra primeiro porque a negociação seria com um palhaço, digo, homem.
Feita a compra, ela falou para as recepcionistas do HTP. O cara que atendeu minha irmã ainda estava por perto e perguntou:
- É você que escreve o blog?
- Não. Minha irmã.
- Pensei que fosse você porque eu estava reconhecendo sua voz do rádio. Ela não foi na Hora do Blush?
Caraleos de asas me fodam! Mais de um mês depois, o cara lembra da minha voz a ponto de “reconhecê-la” na voz da minha irmã!