Assim que o livro do HTP foi lançado, uma calega do trabalho comentou o feito em casa. Aí, pouco tempo depois, ela levou o filho de 10 lá no trabalho e o menino apareceu na minha baia, levado por outra calega:
- Não fui eu que escrevi o livro, não. Foi ela. – e acrescentou – Ele queria te conhecer.
Ele ficou um pouco tímido. E confesso que eu mais ainda.
Alguns meses depois, ele foi novamente “trabalhar” com a mãe, venceu a timidez e me disse:
- Você pode dar um livro seu para minha mãe?
Achei lindo, gente! Um palhacinho na mais tenra idade reconhecendo o valor desta obra prima, que praticamente já é um clássico do comportamento masculino no início dos anos 2000!
Quase com lágrimas nos olhos, perguntei:
- Você tem algum livro autografado?
- Não.
- Então, vou te dar um livro do HTP autografado.
Ele se escondeu atrás da mãe de tanta timidez, mas sorriu de felicidade.
Assim que a remessa que eu comprei chegou da editora, separei um exemplar para ele e fiz uma dedicatória fofa. Mandei pela mãe dele. Quando nos encontramos no casamento de calega do trabalho, ele me agradeceu todo pimpão.
Minha irmã tem a voz idêntica a minha, ou melhor, eu que tenho a voz idêntica a dela porque ela é mais velha. Enfim, minha irmã foi a um fornecedor do seu trabalho fazer umas compras de papel. Na recepção, as meninas conversavam sobre palhaços, digo, homens. Ela achou a conversa engraçada e quis indicar o HTP, mas achou que era melhor fazer a compra primeiro porque a negociação seria com um palhaço, digo, homem.
Feita a compra, ela falou para as recepcionistas do HTP. O cara que atendeu minha irmã ainda estava por perto e perguntou:
- É você que escreve o blog?
- Não. Minha irmã.
- Pensei que fosse você porque eu estava reconhecendo sua voz do rádio. Ela não foi na Hora do Blush?
Caraleos de asas me fodam! Mais de um mês depois, o cara lembra da minha voz a ponto de “reconhecê-la” na voz da minha irmã!
HTP na Hora do Blush
Não sei quanto a vocês, mas eu adorei o programa A Hora do Blush comigo e com a Roberta. Nós nos divertimos muito e acho até que merecemos voltar porque tudo que a gente combinava de falar no intervalo acabava falando diferente no ao vivo de tanto que o papo fluia bem.
Isabella e o Moreno José são ótimos. E Ju, da produção, é uma fofa.
HTP na Rádio SulAmérica Paradiso HOJE
Eu, Nara e Roberta estaremos no programa A Hora do Blush, da Rádio SulAmérica Paradiso, de hoje. Das 17h às 19h no 95,7 FM.
Dedicatórias e agradecimentos
Eu sou o tipo de pessoa que lê dedicatórias e agradecimentos de livros, CDs e DVDs. Acho bacana ver que os autores e artistas são gratos às pessoas que os ajudaram a chegar “lá”, a concluir aquela obra e gosto de saber a quem eles são gratos. Na maioria das vezes é uma longa relação de nomes desconhecidos, mas imagino como isso deve significar muito para quem é citado, principalmente para aquelas pessoas que raramente são lembradas, mas que sem elas o produto final, apesar de todo o talento, graça e luz do artista, não ficaria pronto.
O livro do HTP não tem dedicatória nem agradecimento, o que eu acho uma pena. Não que sejamos todas ingratas e não reconheçamos o valor de cada um que participou da construção da obra, mas acho que não teve porque seria quase um livro inteiro de agradecimentos, se nós três resolvêssemos elencar quem foi importante para a realização do livro.
Além disso, acho que ia acabar querendo agradecer não só a quem colaborou com o livro, mas também a quem contribuiu para que eu o escrevesse, o que é bem diferente. Quem contribui para que eu o escrevesse é muito mais gente e está comigo há mais tempo. Como numa propaganda de carro (não lembro qual o modelo, sou péssima nisso) em que um rapaz era empurrado pela mãe, pelo pai, pelos irmãos, família, namoradas, heróis da infância, professores, colegas de trabalho, de escola até seu carro novo e o slogan dizia “Carro sbrubles. Sua vida te trouxe até aqui”. Meu agradecimento teria que ser assim também.
Como não deu pra fazê-lo lá, faço-o aqui.
O livro do HTP é dedicado a meu pai, Lélio, Ursulão, o primeiro palhaço a reinar absoluto no meu picadeiro e que nunca será esquecido. É para ele também meu primeiro agradecimento pela genética boa do humor afiado e mordaz. Dedico o livro também à Yara, mãe d’água e minha, mais conhecida como Vagareza por estas paragens, que me ensinou desde cedo que os homens são palhaços e me passou o gene da escrita de meu avó poeta e jornalista. O livro do HTP também é para meus irmãos, Paulo e Luciana, pela infância e adolescência (e fase adulta, sejamos sinceros) cheias de provocações e deboches, parceria e carinho. Sobrinhos e sobrinhas que seguem firme na dinastia do bom humor, a vocês também é dedicado o livro do HTP. Tios, tias, primos e primas de ambos os lados, de todos os lados, os “de sangue” e os “de coração”, que sempre me rodearam de carinho, humor, música e poesia. Minha prima-irmã-mais-nova, Andréa, também tem sua parte neste livro e outra (bem grande) na minha vida. Minha outra irmã-menos-nova-de-coração, Daniella, amiga quase desde sempre e com certeza para sempre, é minha torcedora inflamada e incentivadora de primeira hora, merece muitas páginas do livro, tanto quanto como teve e tem importância na minha vida. Carolina, Adriana e Caroline, por me admirarem e eu admirá-las. Roberta e Nara, pela confiança, sintonia e parceria no blog durante anos e agora neste livro. (Roberta criou o blog, sonhou o livro e nos levou junto no sonho.) Vanessa, autora de posts ótimos no blog do HTP, nos brindou com a orelha do livro. Merece agradecimentos e a campanha “Volta, Vanessa!” para que a gente possa rir mais com seu texto. Meus sinceros agradecimentos a Joaquim Ferreira dos Santos, que fez nosso prefácio e escreveu coluna e nota dando força pra gente. Ao pessoal da Desiderata, por terem acreditado na gente e nos ajudado a colocar o circo na rua. Por fim, mas não menos importante, aos palhacinhos que passaram ou estão na minha vida. Sem vocês este livro não seria possível (e isto não é figura de linguagem).
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(Ai, meu Deus! Espero não ter esquecido ninguém!)
HTP na mídia
Roberta deu entrevista na CBN e no Mais Você e o HTP ainda apareceu na coluna da Tolipan, no JB, e um microconto meu entrou em uma matéria na Criativa desde mês. Tá bombando!
Novas do livro do HTP
Amanhã darei entrevista para a Rádio Roquete Pinto - 94,1 FM sobre o livro do HTP. Vai ser às 11h05, no programa Primeira Página, com Luiz André Ferreira. Ouçam, putada!
Esse negócio de divulgar o livro do HTP está divertido, mas perigoso. Minha chefe chegou pro nosso chefe e falou:
- Viu o livro da nossa escritora?
E ele, supreso:
- Não! Quem é? Que livro?
- Você é o homenageado.
Acho bom o livro vender muito. Posso precisar de outra fonte de renda em breve ou ser transferida para o segundo subsolo para entregar os chips de controle da entrada da garagem.
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Mas eu me tranquilizei quando uma amiga disse que estava na sala do chefe quando ele viu o email: ele riu. Ufa! ; )
Enfim, o livro do HTP!
Eu estava em Paris quando recebi email de uma amiga dizendo que tinha visto o livro do HTP à venda. Claro que ela estava indiganada por não ter sido avisada. "Vagina" se a gente não ia berrar este lançamento a plenos pulmões! O livro ainda está na prensa, mas o lançamento vai ser logo, logo.